sábado, 16 de julho de 2011

Pedro Lima recebe prêmio no FITUB por Trajetória "X"

Na noite deste sábado, 16/07,  após a apresentação do espetáculo Cinco ou Seis Coisas que Eu Sei, do Grupo Teatral Pé Sujo, de Blumenau, aconteceu a noite de premiação dos vencedores do 24º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, que aconteceu entre os dias 08 e 16 de Julho de 2011 e o grupo CHIA, LIIAA! da Universidade de Brasília ganhou o prêmio de Melhor Ator com Pedro Lima no papel de PL. Além de Pedro, a atriz Ana Paula Monteiro também foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz do festival com a personagem AP, mas o prêmio acabou ficando para Camila Guerra, outra atriz de Brasília.

Parabéns ao nosso querido Pedro Lima. Que coisas boas continuem a fluir.



Confira a lista completa dos vencedores:

Figurino: Grupo Os Geraldos, por Números, da Universidade Estadual de Campinas/ SP

Iluminação: Marcela Andrade, por S., da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/ RJ

Concepção Sonora: Fábio Miranda, por A Porca Faz Anos!, da Universidade de Brasília/ DF

Conjunto de atores: Grupo Os Geraldos, por Números, da Universidade Estadual de Campinas/ SP

Atriz: Camila Guerra, como Dirce Russo, em A Porca Faz Anos!, da Universidade de Brasília/ DF

Ator: Pedro Lima, como \"PL\", em Trajetória \"X\", da Universidade de Brasília/ DF

Direção: Carlos Canhameiro, por O Horácio, do Centro Universitário Barão de Mauá/ Ribeirão Preto/ SP

Melhor espetáculo: Números, do Grupo Os Geraldos, da Universidade Estadual de Campinas/ SP

Prêmio Especial do Júri: equipe do espetáculo O Horácio pela realização cênica arrojada de teatro narrativo

Menção Honrosa: personagem Leão do Himalaia, do espetáculo Números pela sua graciosidade inabalável

Espetáculo destaque da Mostra Paschoal Carlos Magno: El Cadaver de Um Recuerdo Enterrado Vivo, do Grupo IUNA do Instituto Nacional de Artes, Buenos Aires, Argentina


quinta-feira, 30 de junho de 2011

PROGRAMAÇÃO FITUB


Confira a participação do CHIA, LIIAA! no FITUB

TRAJETÓRIA ”X”
Grupo CHIA, LIIAA! – UnB – Brasília – DF
Duração: 65 min Classificação indicativa: 14 anos

Teatro Carlos Gomes – Pequeno Auditório Willy Sievert: 
Dia 12/07, às 20h30min e 22h30min

Local: Teatro Carlos Gomes – Salão de Festas
Dia 13/07, às 15h

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sensibilizar para o Invisível

Peça Trajetória X, de grupo de Brasília, traz para o palco do Fitub, em Blumenau, a 

temática da exploração sexual


Por Vinícius Batista



O teatro como os olhos da sociedade. Uma temática difícil, até pelo grau de realidade, encontra no palco a voz de alerta e atenção para o espectador. A partir de uma pesquisa do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), o Grupo Chia Liiaa! criou o espetáculo Trajetória X, sobre crianças e adolescentes que vivem em situação de exploração sexual na capital brasileira. A peça será encenada no Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, dia 12 de julho, no pequeno auditório do Teatro Carlos Gomes.

Esta é a primeira vez que o espetáculo, que estreou em maio do ano passado, será apresentado fora de Brasília. A expectativa do ator Rafael Tursi é que, com essa primeira apresentação fora da capital, o grupo e os espectadores percebam que a temática não encontra barreiras geográficas. Além de arte, Trajetória X funciona como uma peça educadora, segundo Tursi.

– Acreditando que a melhor maneira de coibir a ação de aliciadores seja a informação, a peça vem mostrar de maneira sensível as razões que levaram esses adolescentes a entrarem na prostituição, ou ainda, como foram arrastados para essa vida – comenta o ator.

Trajetória X nasceu da pesquisa intitulada A Trajetória Social de Crianças e Adolescentes em Situação de Exploração Sexual, na Rodoviária e Setor Comercial Sul, organizada pelo Grupo Violes, da UnB. O dramaturgo e diretor Fernando Villar foi convidado para apresentar os resultados do trabalho em forma de teatro. O objetivo era fugir de uma apresentação sem sensibilidade, apenas com números e resultados no papel.

– A vontade do Violes em utilizar o teatro representa a vontade de que uma invisibilidade seja interrompida e que couraças sejam desmanteladas para tentarmos cambiar modelos ultrapassados e que não favorecem transformações positivas – explica Tursi.

Pesquisa de campo

O processo de montagem do espetáculo tem como ponto gravitacional, em todos os momentos, o texto das entrevistas feitas com crianças e adolescentes que sofreram exploração sexual. O objetivo era entender as motivações, medos, raivas, dúvidas e expectativas apresentadas pelos personagens da pesquisa, transformando-os em personagens cênicos. Tursi explica que houve também uma pesquisa de campo:

– O grupo saiu para conhecer os locais citados pelas adolescentes (bares noturnos e pontos de prostituição), ora observando a movimentação das pessoas pelo lugar, ora buscando interagir e conversar.

A forma de tratar o assunto no palco, transformando o espectador em uma espécie de entrevistador, tem como objetivo uma intimidade e empatia. As quatro histórias centrais da pesquisa e do espetáculo foram amarradas no processo de dramaturgia, com a ajuda da iluminação, cenografia e sonoplastia, que tem desde o som pesado da banda de rock da capital nacional Plebe Rude ao som tocante do pianista e compositor francês Eric Satie.

Segundo Tursi, a preocupação do grupo e do espetáculo é não marginalizar os adolescentes e crianças representados em Trajetória X. A ideia é possibilitar ao público a compreensão da realidade, sensibilizando sobre esses sujeitos presentes na sociedade e que, por diversos fatores, tornam-se invisíveis aos poucos.